terça-feira, 10 de junho de 2008

Sobre viajar

mundo e bússolaOs que me conhecem há algum tempo já presenciaram o choque e descrença dos que me ouviram dizer: “Eu não gosto de viajar!”

Demorou algum tempo para eu perceber que a (falsa) idéia de eu não gostar de viajar era alimentada pelo oposto: um desejo há muito tempo cultivado de viver num veleiro oceânico! Desejo esse (talvez inconsciente ou nem tanto) de fugir, ao sabor do vento, da vida “normal” e repetitiva que em vejo muitas das pessoas!

Mas então, numa época marcante da minha vida eu despertei! Não sei se por estimulação alheia, um fato nada rotineiro ou um surto de auto conhecimento (ou todos juntos); mas o fato é que eu percebi que viajar e contrariar a previsibilidade e a rotina sempre foi o Yang da minha natureza estável e confiável.

Hoje consigo viajar sem culpa ou obrigação e me deleito com as imprevisibilidades que desrespeitam o melhor dos cronogramas de viagem, assim como as atrações inesperadas que escapam às melhores pesquisas.

Essa é a fascinação que viajar tem para mim: planejar mesmo quando o plano de nada serve e guardar na memória as conseqüências do acaso, ilusoriamente controlado.