sábado, 15 de agosto de 2009

(Estrada Real 2009) Conclusões e Referências

AnotaçõesAo contrario da viagem pelo Caminho dos Diamantes (em 2008), onde eu tinha muitas incertezas e nenhuma pratica, eu estava confiante de que dessa vez o cronograma poderia ser cumprido sem grandes alterações de última hora. Quem leu todos os relatos percebeu que, mesmo havendo dificuldades, em nenhum dia deixamos de concluir o trecho planejado.

No entanto, a maior diferença para a viagem anterior foi a pobreza encontrada, mesmo sendo certo que ela estaria no caminho. A pobreza rural, quase ingênua, do Caminho dos Diamantes deu lugar à pobreza suburbana, por vezes intimidadora, da periferia da Região Metropolitana de BH. Mas não tivemos nenhum problema real. Nem com com violência propriamente dita, tampouco com ferimentos ou água, e os gastos foram bem próximos do esperado.

As decisões certas que tomamos no planejamento foram:
  • Ter levado roupas e equipamentos na medida certa. O checklist que fizemos (veja abaixo) foi exato para o tempo que permanecemos e para o clima que pegamos. Lavamos roupas apenas uma vez, o peso das mochilas estava confortável. Não sentimos falta de nada em nenhuma parte da viagem.
  • Termos levamos uma mochila pequena, mesmo que improvisada (pois era para transportar o equipamento fotográfico do Rodrigo), onde pudemos colocar água, protetor solar, etc., nas ocasiões onde  não precisaríamos levar as mochilas grandes.
E as erradas:
  • Por estarmos na Região Metropolitana de BH, contávamos com encontrar hospedagem em todos os lugares por onde passaríamos. Devido ao excesso de certeza, não nos preocupamos em procurar, antecipadamente telefones de pousadas ou referencias. Por isso, mais de um vez, tivemos que dormir em outra cidade, o que aumentou os gastos e os contratempos.
  • Ter confiado demais nas planilhas de navegação que obtivemos na internet. chegando mesmo a ignorando o fato de que os marcos da Estrada Real é que determinam o caminho correto.
  • Não ter feito uma pesquisa mais detalhada sobre os lugares por onde passaríamos. Problemas como ausência de transporte, hospedagem e as condições do caminho poderiam ter sido facilmente contornados se tivéssemos mais informações.

Dicas muito úteis:
  • Quando pedir informação, pergunte sobre como achar o marco da Estrada Real mais próximo e não sobre como chegar ao destino. Isso teria evitado todo o problema do primeiro dia de caminhada, já que normalmente há vários caminho entre as cidades.
  • Embora a violência não tenha sido um problema real, a oportunidade faz o ladão. Lembre-se de não deixar equipamentos caros (como GPS ou câmeras) à vista pois, em todo lugar do mundo turistas são sempre visados.

Arquivos e Referências:
  1. Checklist para o Caminho do Sabarabuçu (atualizado após a viagem)
  2. Planilha de Gastos (atualizada após a viagem) 
  3. Plano de Viagem (NÃO atualizado após a viagem)

Sites úteis:
  1. Circuito do Ouro (http://www.circuitodoouro.tur.br/)
  2. Descubra Minas (http://www.descubraminas.com.br/)
  3. Roteiros Planilhados da Estrada Real (http://www.estradareal.tur.br/)