sábado, 15 de maio de 2010

(Belo Horizonte) Inhotim

Mais uma vez estou Belo Horizonte; uma cidade que eu gosto sem motivo evidente! Desde minha última (e única) visita, me informei um pouco e descobri muitas coisas que eu queria conhecer na cidade e arredores. Aproveitei uma promoção de passagem, pedi a 2ª-feira de folga no trabalho e estendi o final de semana na capital mineira.

Embarquei no Aeroporto de Congonhas às 6h e, às 8h, eu aterrizei no Aeroporto de Confins e já estava no ônibus da Unir (R$7) a caminho da rodoviária, que fica no centro de Belo Horizonte. Esperei alguns minutos, até que a Isabella chegou para me encontrar. Conversamos um pouco e, às 11h, encontramos a Luciana (que saiu mais cedo do trabalho) e fomos buscar a Fernanda e a Flávia e fomos para Brumadinho, cidade satélite de Belo Horizonte, para conhecer o Inhotim. São apenas 60 km de distância de carro mas metade é por estrada vicinal, onde não é possível ir rápido. Conclusão: chegamos ao Inhotim  somente às 14h30.

Congresso Nacional O Inhotim é uma enorme exposição permanente de Arte Contemporânea ao ar livre. Ele abriga não apenas um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil, mas também um Jardim Botânico com 486 mil m² de jardins e 145 hectares de área reservada, uma biblioteca e projetos sócio-culturais permanentes. Mas o mais incrível é que poucos mineiros (e menos brasileiros ainda) sabem da existência desse lugar fabuloso.

Tentar descrever aqui o que vimos no Inhotim seria muita injustiça porque, pra mim, a arte contemporânea é extremamente complexa. Você pode olhar, as vezes tocar e sentir (como é a obra “Através” de Cildo Meirelhes – minha preferida dentre todas) ou nem mesmo ver (como o “Sonic Pavillion” de Doug Aitken) e no fim, pode gostar ou não. É algo totalmente pessoal. Mas sair indiferente é impossível!

Ficamos no Inhotim até o ultimo momento possível, às 17h30! Esquecemos até mesmo da fome enquanto estávamos lá dentro e comemos apenas um salgado (já na saída). O assunto na viagem de volta foi um só: gostamos do que vimos, ou não? Depois de muito discutirmos sobre obras não compreendidas, possíveis interpretações e sensações de indignação e fascínio, o consenso foi de que a experiência foi extremamente válida e recomendada!

Como minha última refeição tinha sido no avião, a única coisa em que eu conseguia pensar depois de sair de lá era em comer exageradamente (algo fácil de fazer na culinária mineira) e relaxar meu cérebro com uma boa cachaça (mineira, obviamente). Fomos ao Tradição de Minas, que as meninas já conheciam e recomendaram. Saímos de lá não sei que horas, mas não estava mais com fome e estava ligeiramente bêbado. Fomos todos para a casa da Luciana e dormimos por lá mesmo, ainda sem uma ideia muito bem formada sobre a tarde que passamos.

DICAS:
  • Os salgados são caros e não são nenhuma maravilha. Principalmente no final do dia (quando a fome realmente aperta). É interessante levar algo para comer.
  • Alguns lugares são realmente longes! Mesmo estando em forma, a distância pode lhe impedir de visitar as obras mais distantes. Além de chegar cedo, alugar um carrinho pode ajudar. Se optar por alugá-lo, faça-o logo que chegar, pois o preço é por dia.

Quem estava:
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