sábado, 11 de setembro de 2010

(PN Itatiaia) Escalaminhando nas Prateleiras

Chegamos ao hotel às 7h da manhã, depois da viagem mais insana da minha vida! Mesmo com a noite paga, não tivemos tempo de usufruir o merecido descanso; o tempo foi suficiente apenas para fazer check-in, deixar as coisas, trocar de roupa e comer algo.

Às 8h30 fomos encontrar as pessoas do outro hotel (nosso grupo excedia a capacidade máxima de ambos) e fomos de van para a portaria do Parque Nacional de Itatiaia antes que fosse tarde demais para entrarmos. A portaria da parte alta não é exatamente próxima de Itamonte, embora essa seja a cidade mais próxima. Chegamos lá pouco antes das 10h: o horário limite para entrada.

Pagamos de taxa de entrada (R$5/pessoa) e seguimos com nosso planejamento (bem) simples: subir até o cume do Pico das Prateleiras, com seus 2548m de altitude. Apenas 2 km (que podem ser percorrido de carro) separam a portaria do famoso Abrigo Rebouças (onde há banheiros e água potável), e durante todo o trajeto pode-se observar o Pico das Agulhas Negras à esquerda e o Pico das Prateleiras à direita. Se não fosse pela total ausência de sombra, esse trecho poderia ser comparado a um passeio no Ibirapuera.

Pico das PrateleirasPegamos a trilha da direita que nos levou ao início da subida. A trilha não tem segredos ou desafios e está bem marcada. Passamos pela Pedra do Papagaio e a Pedra do Macaco tranquilamente, mas após o mirante a parte fácil acaba e tudo que se segue é escalaminhada.

Começamos efetivamente a subir o Pico das Prateleiras (foto) às 14h, já com 8 desistentes (que esperaram no mirante). Os 22 que continuaram subindo seguiram espalhados em pequenos grupos ao longo do caminho. Durante 1h30 pulamos sobre fendas, escalamos paredes lisas, nos esfolamos em caminhos estreitos e passamos por abismos vertiginosos até chegarmos ao cume, com apenas 1 desistência no caminho! Enquanto, um a um, assinávamos o livro, relembrávamos os desafios e riamos uns dos outros enquanto recuperávamos o fôlego. Enrolamos quase 30min e então começamos a descer. Como sempre, a descida foi bem mais rápida, embora olhar para baixo não facilitasse em nada.

Às 16h30 reencontramos as pessoas que esperavam no mirante e às 17h30 estávamos saindo do parque devidamente atrasados (o horário limite é 17h). A van nos esperava para que voltássemos ao hotel e, para coroar, fomos presenteados com um pôr do sol magnífico!

Chegando de volta ao hotel, paramos no Restaurante Thomaz (que faz parte do hotel, mas também serve não hospedes) antes mesmo do banho. Enquanto alguns apenas bebiam, outros jantaram e foram dormir. Mas a comida demorou tanto para chegar (20 pessoas pedindo foi demais para a precária organização do local) que somente às 23h terminei de comer! Só então fui tomar banho, imaginando que ninguém mais estaria bebendo quando eu voltasse. Engano meu!

Sete pessoas estavam no Bar Thomaz (também parte do hotel) tomando cerveja absurdamente gelada, em um local ainda mais gelado e conversando animadamente. Juntei-me a eles e, entre músicas da pior banda que já vi tocar na vida, guaranás zero e saideiras infinitas, ficamos até quase 1h30 na rua, sem nos preocupar com o cansaço, a noite anterior não dormida e as atividades físicas passadas e futuras. As novas companhias estavam realmente agradáveis.

Quando finalmente nos demos por vencidos, todos foram dormir. Obviamente pegar no sono foi a etapa mais fácil de toda a viagem.

Quem estava:

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