terça-feira, 1 de novembro de 2011

(Foz do Iguaçu) Dia 04: Cataratas del Iguazú - Argentina

Acordamos novamente às 8h e tomamos café da manhã no hostel. Depois de conhecer o lado brasileiro, fomos hoje para o lado argentino das cataratas.

Tomamos um ônibus na rodoviária (que fica em frente ao hostel onde estávamos hospedados) e chegamos à portaria do Parque Nacional de Iguazú em 30min, às 9h. Compramos o ingresso para residentes do MERCOSUL que tem preço especial e é mais barato que o preço normal.

Logo na entrada fica o Centro de Visitantes e a Estación Central, onde pegamos o mapa informativo. É de lá que sai o Tren de la Selva. Mas preferimos ir a pé, começando pelo Sendero Verde.

Passamos pelo antigo farol, percorrendo os 1,5km do Paseo Inferior. Foram cerca de 3h caminhando, fazendo muitas paradas nos vários saltos, como o Alvar Nuñes que impressionam pelo tamanho e beleza.

Ao fim do trajeto, estávamos de frente à incrível Isla San Martín, que fica bem no meio de todas as quedas das cataratas. Mas infelizmente a entrada na ilha estava proibida por causa da cheia histórica do rio Paraná e Iguaçu.

Fomos então fazer a Aventura Nautica, que é o passeio de lancha nas águas da cataratas. Andamos um pequeno trecho até o local de onde saem as lanchas e esperamos apenas 10min para embarcar. Guardamos todos os eletrônicos e lá fomos nós, para baixo do maior conjunto de cachoeiras do mundo. Como era 13h e o dia estava quente e ensolarado, ficar ensopado não foi nenhum problema.

Cataratas ArgentinaAproveitando que estávamos molhados, fomos até o fim da passarela do Salto Bosetti, sem dó! Ficar ao lado do volume estrondoso de água é algo incrível.

Na sequência, passamos por todos os outros saltos da parte superior das cataratas argentina: do Chico ao Adão e Eva (foto) e voltamos, sem pressa, até a Estación Cataratas.

Lá esperamos 15min e fomos de trem até a Estación Garganta del Diablo, um trajeto curto, tranquilo e bonito, que passa ao lado da floresta preservada onde se podem ver quatis a borboletas.

Depois de 20min, descemos na parte alta do Parque Nacional de Iguazú, bem na frente da passarela para a Garganta del Diablo. Eram 14h e tinha pouca gente, por isso tivemos tempo de sobra para apreciar e fotografar a impressionante queda, que faz um spray de água imenso e barulho que quase impede as conversas. Os outros 2 saltos da área (Belgrano e Mitre), embora grandes e belos, acabaram ficando "invisíveis" por causa do exagero que é a Garganta del Diablo!

As passarelas, por si só, também são bastante impressionantes, e é impossível não pensar em como elas foram construídas, e nas que atualmente estão destruídas pela força do rio.

Às 15h30, depois de ficar mais de 1h abismados com as quedas da parte alta e o dia inteiro dentro do parque, estávamos esgotados e resolvemos ir embora antes do fechamento para evitar a multidão.

Voltamos de ônibus ao hostel e chegamos antes de 17h. Tomamos banho e saímos perto de 19h com a missão de jantar muito bem. Sem miséria ou desculpa. Fomos então ao local tido como o melhor da região (tanto do lado brasileiro como argentino): o Aqva. Carne assada com perfeição, atendimento impecável, ambiente agradável e preço em pesos argentinos. Melhor impossível!

Ficamos 2h por lá e saímos, por volta de 21h, para mais uma volta no agradável centro de Puerto Iguazu. Passamos em um mercadinho para comprar alfajores de marcas desconhecidas e, hipnotizados pelos preço baixos na argentina, acabamos sentando no Puerto Bambu para mais uma garrafa de vinho para fechar a noite.

Era quase meia noite quando voltamos ao hostel não muito sóbrios.

Informações Locais:
  • Aqva Restaurante: esquina Av. Córdoba com Carlos Thays. Tel: +54 3757 422064. Simplesmente perfeito!
  • Puerto Bambu: Av. Brasil 96. Tel: +54 03757 421900. Aberto até tarde, com wifi grátis e ambiente descolado.
DICA:
  • Verdade seja dita: o parque das cataratas do lado argentino me pareceu mais bonito, melhor organizado, melhor sinalizado e com uma proposta mais natural e sustentável que o lado brasileiro. Ainda assim, os 2 parques são totalmente diferentes. Não deixe de visitar ambos!
  • A Aventura Nautica custa a metade (graças ao câmbio) do seu equivalente brasileiro Macuco Safari e dizem que é mais legal e mais longo.

Quem estava:
Picasaweb + fotos