segunda-feira, 31 de outubro de 2011

(Foz do Iguaçu) Dia 03: Cataratas do Iguaçu - Brasil

Acordamos às 8h, e descobrimos que a rede elétrica tinha sido reparada no meio da noite. Tomamos café da manhã no hostel e saímos apressados. Pegamos um ônibus e às 9h estávamos na porta do Parque das Aves.

Parque das AvesPagamos R$15 e entramos no imenso viveiro, que reúne aves do mundo todo. É comum que tucanos, araras e periquitos voem pelas cabeças dos visitantes e, curiosos, interajam com as pessoas. Passando de um viveiro a outro (foto), além de pássaros, vimos répteis (jacarés, cobras e tartarugas) e também mamíferos (micos em geral). Levamos 2h para conhecer tudo.

No geral, é um atrativo interessante (especialmente para crianças), que também recebe e trata animais silvestres contrabandeados e mal tratados. Mas minha impressão foi que sua fama mais se deve à localização: na porta do Parque Nacional do Iguaçu. Embora seja o maior parque de aves da América Latina, trata-se de um zoológico particular com fins lucrativos, como muitos outros onde os animais estão “na vitrine” e a vegetação local acabou sofrendo bastante. Está longe de ser um “santuário nacional para a preservação das aves”, como dizem. Ainda assim, é interessante como qualquer zoológico e vale a visita.

Bastou atravessar a rodovia BR-469 e às 11h, já estávamos na porta do Parque Nacional do Iguaçu - o grande motivo da viagem! Com ingressos comprados antecipadamente, cortamos a fila da bilheteria e aguardamos por 10min o ônibus interno do parque - que leva os turistas até às atrações.

Confiando em todas as recomendações que recebemos, fomos direto até a parada da Trilha das Cataratas e de lá seguimos a pé. Menos de 500m depois de descer do ônibus nos deparamos com as primeiras quedas: faltam até palavras para descrever a sensação. Qualquer foto, filmagem ou relato não consegue transmitir o que se sente ao ver o maior conjunto de cascatas do planeta! É difícil de acreditar que essa maravilha única da natureza, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, era uma propriedade particular até 1939, quando então Getúlio Vargas assinou o decreto que criou o Parque Nacional do Iguaçu, o 2º mais antigo do Brasil. O dia era de sol forte e arco-íris se formavam por todos os lados do cânion e das 275 quedas.

Cataratas do IguaçuContinuamos caminhando até chegar ao Hotel das Cataratas de onde se tem uma excelente vista do parque. Depois de admirar mais um pouco as quedas descemos até a área das passarelas, que passam sobre o Rio Iguaçu até quase chegar à margem oposta, passando bem perto das quedas (foto). Era certeza que iríamos nos molhar e como o dia estava quente, não pensamos duas vezes. O barulho é tão alto que impossibilitava conversar (mesmo aos berros) e o spray de água dificultava manter os olhos abertos!

Devidamente ensopados, fomos até o elevador panorâmico que fica ao lado do Salto Santa Maria - o maior do lado brasileiro. Subimos pelas escadas até o alto, e ficamos lá, observado as pessoas no lado argentino e a vista panorâmica incrível.

Às 14h30 fomos até o Porto Canoas Restaurante, que fica no topo do lado brasileiro e tem vista para as quedas. A ideia era almoçar, mas desistimos. A comida mais parecia a de um self-service mediano e já estava com aspecto de sobra. A vista é linda mas do lado de fora é ainda melhor e, por R$40/pessoa, preferimos comer na lanchonete ao lado (de mesmo nome).

Saímos do Parque Nacional do Iguaçu às 16h. Voltamos ao hostel para buscar nossas malas e fomos para a Argentina. Levamos exatamente 1h para cruzar a fronteira e chegar à rodoviária, que fica no centro de Puerto Iguazu. Caminhamos 2 quadras e chegamos ao Hostel Iguazu Falls, onde ficaríamos as próximas noites. Fizemos check-in, nos instalamos, tomamos banho e, como ganhamos 1h por causa do horário de verão, saímos cedo para conhecer os arredores.

Ir ao cassino estava fora de qualquer plano. O foco eram as carnes argentinas. Então, depois de andar um pouco, sentamos na área aberta do Piacere Parrilla Argentina. Escolher o que comer foi fácil e rápido: Parrillada para 2 pessoas – com direito a tudo do boi. Para acompanhar, cerveja Quilmes Pilsen e Negra (essa última, excelente e raramente disponível). A morcilla e o bife de vacío estavam fenomenais, já o anticucho e chinchulín (mesmo com limão) não foram do agrado da Mari, então eu tive que comer em dobro.

Voltamos para o hostel às 22h, empanturrados e levemente bêbados. Dormimos muito bem depois de um dia bastante cansativo.

Informações Locais:
  • Hostel Iguazu Falls: Av Guarani, 70 - Centro. Tel: +54 3757 42-1295. Localização excelente, organizado, internet grátis e com café da manhã.
  • Piacere Parrilla: Av. Córdoba, 125. Tel: +54 03757 424-190. Carnes excelentes, preço razoável, atendimento meio atrapalhado, musica ao vivo aos finais de semana.
DICA: Puerto Iguazu não tem horário de verão. Durante todo o ano o fuso é igual ao do Brasil, mas no horário de verão fica com 1h a menos.

Quem estava:
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