segunda-feira, 3 de novembro de 2008

(Ilhabela) Dia 02: Curtindo Indaiauba

Acordamos às 7h20, depois de uma noite de muita chuva e vento. Já com o tempo melhor, enchemos os cantis no rio, comemos rapidamente e às 8h30 partimos rumo à Praia de Indaiauba. Essa parte da trilha é pior que a anterior mas nada muito difícil: subidas bem íngremes, riachos em que se podia cruzar pelas pedras e caminho bem definido.

Vista da praia de IndaiaubaDepois de muitas placas que deixavam claro que estávamos na área particular da Fazenda Indaiauba, chegamos ao alto do morro às 9h50 e nos deparamos com civilização inesperada: calçamento, escoamento de água, jardins, luzes, postes, câmeras e pessoas trabalhando! Em menos de 5min um funcionário (Bruno), que deve ter nos visto por uma das várias câmeras de segurança, nos indicou o caminho de tijolos não-amarelos até a praia. Passamos pelas luxuosas casas “dos patrões”, por funcionários em quadriciclos motorizados e por poltronas ao ar livre com vista panorâmica (foto) até chegarmos à praia, às 10h30, cujo acesso para “mortais” é minúsculo, estreito e rodeado de espinhos. A Praia de Indaiauba é linda, com cachoeira de um lado e riacho do outro, mar cristalino com poucas ondas e salpicado de pedras e lixeiras na areia limpa.

Por ser segunda-feira, apenas funcionários estavam por lá e não encontramos empecilhos em ficar na praia, desde que não acampássemos ou fôssemos nas construções, e então resolvemos passar o dia aproveitando e descansando. Entre conversas com o funcionário Marcos (sobrinho do Sr. Anacreto da praia das Enchovas), mergulhos na costeira, foto de pingüim perdido e a descoberta de que nosso fogareiro não estava funcionando, ficamos na praia até 15h, quando um temporal começou a se formar no horizonte. Devido ao fogareiro não funcionar, ao tempo ruim e ao GPS que constantemente perdia o sinal, resolvemos mudar nossos planos: desistimos de tentar passar pela Ponta do Boi e o Saco do Sombrio, e pegamos a trilha para a Praia dos Castelhanos, cujo inicio é marcado por um portal de pedra.

Seguimos por 30min até chegar à pequena represa onde é feita a captação de água e passamos por cima dela. Começamos a subir o morro, mas depois de 15min andando, concluímos que esse era o caminho errado, pois estava muito fechado. Voltamos até a represa e o Hugo voltou até a praia para buscar informações, enquanto eu fiquei tirando fotos e arrumando o lugar, pois já pensava em acampar ali mesmo. Em pouco tempo o Hugo voltou com a informação do funcionário Antônio: o caminho correto é atravessando o lago por uma pedra e subindo o morro, sendo que o caminho que pegamos levaria às luzes do heliponto. Como já era mais de 16h, resolvemos acampar ali mesmo. Devido à proximidade de água limpa, enquanto acendíamos uma fogueira para preparar comida, os borrachudos se banquetearam. Fomos dormir às 21h30 sem sinal da chuva.

DICA: Depois da represa, o único lugar para acampar é depois da trilha, não havendo locais no meio do caminho onde se possa armar uma barraca, por menor que ela seja.

Quem estava:
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