terça-feira, 8 de março de 2011

(PN Chapada Veadeiros) Dia 04: Trilha dos Canions

Está difícil de continuar acordando cedo! Mas ainda assim acordamos às 7h, nos aprontamos e em 30min estávamos novamente no Café da Manhã Rio Preto, que infelizmente não estava tão bom quanto ontem, mas igualmente farto. Às 8h10 estávamos na portaria do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, e em menos de 10min conseguimos formar um grupo para conhecer a Trilha dos Cânions.

Nosso guia dessa vez foi o Neguinho, que cobrou o valor tabelado pela cooperativa de guias: R$100 por grupo e por isso já ganhou minha simpatia. Começamos a caminhada de aproximadamente 10km (ida + volta) às 9h.

Canion 2Seguimos inicialmente pelo mesmo caminho da Trilha dos Saltos (que fizemos no domingo), entretanto, 500m depois pegamos uma bifurcação e seguimos por um caminho totalmente diferente e com outra paisagem. Em meio à vegetação de cerrado, caminhamos por 30min até chegar à ponte pênsil, a 1,6km da portaria. Como o Cânion 1 estava fechado para turistas devido à cheia do rio e ao período de reprodução do Pato Mergulhão, seguimos por mais 30min até chegar ao Cânion 2, às 10h15. Ficamos uns 15min só apreciando a vista, impressionados com o volume de água, que parecia ferver pela força da corredeira (foto)!

Descemos então para a parte debaixo do Cânion. Lá, o Rio Preto forma uma piscina convidativa para o banho - inclusive há um local com aproximadamente 5m de altura de onde se pode mergulhar. Ficamos aproveitando a água por 30min. Mas como o lugar não parava de encher de gente, resolvemos seguir para a próxima cachoeira, na esperança de a encontrarmos mais vazia.

Caminhamos por mais 30min, basicamente descendo a margem pedregosa do rio até chegar à Cachoeira das Cariocas, que tem atualmente esse nome por conta de 2 garotas cariocas que ficaram perdidas ali (isso antes da criação do parque, quando os guias não eram obrigatórios e a área era utilizada para o garimpo). Se por um lado ela estava bem mais vazia de gente, estava tão cheia de água e tão forte que impossibilitou o banho, mas rendeu muitas fotos.

Ficamos por lá até 14h15 e novamente tivemos que voltar com outro grupo. Dessa vez para não perder o avião para São Paulo. Como os outros não tinham nada a ver com a nossa pressa, o restante das pessoas ficaram na cachoeira, provavelmente até o final do dia. Em 40min estávamos de volta à portaria do parque, sem dificuldades.

Voltamos para o Camping Taiua, onde chegamos às 15h30 e começamos a arrumar as coisas. Rapidamente desmontamos as barracas e arrumamos as mochilas e, depois de acertar a conta, pegamos a estrada. A viagem de volta não foi muito diferente da ida, e em 3h estávamos chegando de volta à Brasilia. Seguimos direto para o aeroporto, onde chegamos às 20h.

Entregamos o carro lá mesmo e às 20h30 fomos fazer o check-in da Gol; com 1h30 de antecedência (o voo era às 22h05). Quando entramos na fila, gigantesca, percebemos o clima de confusão e não demorou para descobrirmos que o check-in estava sendo feito manualmente, com caneta! A demora foi tão grande quanto o transtorno.

Resultado: ficamos 2h na fila e, depois de embarcar, o avião ainda atrasou mais 30min para decolar. Felizmente, aproveitamos a demora na fila para comer o pior lanche do mundo no Bob’s do aeroporto, mas isso nos salvou, já que à bordo do avião a Gol serve apenas amendoim.

De resto tudo correu bem, e pousamos em Guarulhos às 0h30. Sem opção, pegamos um táxi para casa. e, ainda que as paisagens tenham sido fantásticas, eu já estava morrendo de saudades da minha cama.

Quem estava:
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