terça-feira, 25 de outubro de 2011

(Ubatuba) Trilha do Simão - Parte 02

Depois de caminhar a manhã inteira, nada melhor que um banho de mar para aplacar o calor e o cansaço. Mas o mar da Praia do Simão raramente está calmo e as pedras no fundo fazem dessa praia um lugar perigoso para quem não está acostumado com mar bravo.

A Mari preferiu ficar na areia mas eu entrei. Depois de 10min, saí da água mais cansado do que antes. Fui direto até a ducha, que fica no meio da praia, tirar o sal e a areia e depois fui descansar um pouco e secar ao sol. Mal sentei na areia e já percebi que os borrachudos não estavam para brincadeira. Levei umas 10 picadas em menos de 5min e rapidamente me mobilizei para ir embora molhado mesmo, pois não tinha levado repelente.

Saco da BananaÀs 15h estávamos de volta à trilha, que recomeça no canto esquerdo da praia em uma subida íngreme (80m de desnível) que leva até a antiga escola do Saco da Banana (1,3km de distância), desativada quando toda a região foi reconhecida como uma comunidade remanescente de quilombo, em 2006. Algumas poucas pessoas ainda residem lá, mas muitos se mudaram para a Praia da Caçandoca.

A pequena praia do Saco da Banana (foto) forma uma baía de águas calmas, com alguns barcos de pescadores, onde as únicas árvores que se vê são, claro, bananeiras. Chegamos lá às 16h30, mas mesmo sem borrachudos, não tive disposição para entrar no mar novamente. Tiramos algumas fotos e retomamos a caminhada sem enrolar muito, pois o horário já preocupava.

Seguimos na trilha, passando por uma área com pinheiros fora de contexto, por um pequeno lago e atravessamos 2 vales, com ladeiras bem íngremes. Finalmente chegamos à bifurcação que leva à Praia da Raposa, mas como já era 17h30, tivemos que continuar até chegarmos à Praia da Caçandoquinha, às 17h50.

Enquanto descansávamos, satisfeitos por termos chegado ainda de dia, aproveitei que havia sinal de celular e liguei para o resgate (nesse caso, minha mãe) e tentei explicar como chegar até a Praia da Caçandoca, onde ela nos encontraria. Os poucos metros que separaram a Caçandoquinha da Caçandoca foram percorridos sem pressa, em 10min.

Descansamos um pouco e resolvemos ir andando pelo acesso que leva até a rodovia Rio-Santos enquanto escurecia. Logo que começamos a caminhar o sinal de celular sumiu, e já não tínhamos muita certeza se o local do encontro estava claro. O jeito era continuar andando pela estrada, mesmo à noite.

No fim das contas, acabamos "sendo resgatados" somente 3km e 1h depois, perto da Praia do Pulso. Isso porque a placa da entrada para a praia tinha sido retirada e minha mãe demorou para encontrar o caminho certo.

Quem estava:
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