segunda-feira, 21 de julho de 2008

(Estrada Real 2008) Dia 04: Rumo a Serro

Acordamos às 7h para arrumar tudo pra o dia mais difícil do roteiro: seriam 21km percorridos (segundo o mapa) e até então não tínhamos percorrido nem metade disso em um só dia. Tomamos café e saímos às 8h15 (esse foi o primeiro grande erro do dia; deveríamos ter saído antes das 7h). O sol já estava quente, mas o calor ainda aumentaria: o caminho estava só começando.

Caminha para SerroApesar da inclinação bastante íngreme da Estrada Real nesse trecho, o ritmo de caminhada estava ótimo e chegamos ao povoado de Três Barras (7km depois) em 2h. No último quilômetro, fomos acompanhados pela Dona das Dores, moradora local que nos mostrou uma cachoeira próxima onde resolvemos fazer nossa segunda parada. Descansamos, enchemos o cantil e nos despedimos da Dona das Dores, recusando o convite para almoçar (segundo grande erro) por achar que era muito cedo, e seguimos para Serro.

Meio à vegetação do serrado e às montanhas pedregosas da Serra do Espinhaço seguimos pela Estrada Real, que insistia em transpor todos os obstáculos naturais e entre subidas, sol e poeira o caminho nos presenteava com belas paisagens e esculturas naturais; ao mesmo tempo que cobrava inclemente de nossas costas e pés. Há menos de 7km de Serro, o trânsito de locais aumentou, mas era domingo e nada de ônibus, caminhões ou caronas. A Paula já estava com tantas bolhas nos pés que mal podia caminhar e as mochilas pareciam ficar mais pesadas à medida que a água acabava. Há 5km, recusamos a carona de um táxi (terceiro grande erro) e a partir desse ponto, o ritmo de caminhada caia constantemente. Se pela manhã caminhávamos até 4km por hora apesar das subidas; agora íamos à metade da velocidade se o terreno fosse plano!

Vista da Serra do EspinhaçoÀs 16h45 avistamos Serro do morro mais alto do relevo local. Olhamos para trás e percebemos que passamos nesse mesmo dia pelo último morro que conseguíamos enxergar e que toda a paisagem que enxergávamos possuía agora nossas pegadas. Mas Serro é visível muito antes de se chegar ao centro da cidade e, a visão motivante da cidade se contrapunha ao almoço que não tivemos. Caminhamos mais quase 2km à beira de uma estrada asfaltada e na entrada da cidade, no bairro do Gambá, paramos para o último descanso em uma praça. Enquanto fui ao único posto de gasolina comprar água e alguma coisa para comer, a Paula esperou na praça com as mochilas. Ao retornar, descobri que uma moradora local nos ofereceu pouso e comida, mas aceitamos apenas a carona até uma pousada no centro da cidade.

Hospedamos-nos na Pousada Matriz. Tomamos banho e quase não conseguimos sair para jantar, tamanho era o cansaço. Acabamos saindo, e comemos no lugar mais próximo possível: Bar Zé Lindolfo, muito freqüentado pelos moradores locais. Voltamos para a pousada e desmaiamos na cama.

Informações locais:
  • Bar Zé Lindolfo: Pça. Dr. Andrade, 28 - Tel:(38) 3541-1633 - (R$6,00/PF)
  • Pousada Matriz: R. Alferes Luiz Pinto, 82 - Tel:(38) 3541-1591 - (R$25,00/pessoa)

Quem estava:
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