quinta-feira, 30 de julho de 2009

(Estrada Real 2009) Dia 05: "Puera"

Acordamos às 6h45 e arrumamos rapidamente as poucas coisas. Como dormiríamos novamente na mesma pousada, em Sabará, não seria necessário levar todas as coisas. Tomamos um café da manhã reforçado e saímos rumo a Raposos. Às 8h40 passamos pelo primeiro marco da Estrada Real, próximo a ponte ferroviária sobre o Rio das Velhas.

Chegando em Arraial VelhoSeguimos os marcos pela área urbana até às 9h, e o sol já estava bem forte quando chegamos em Arraial Velho às 9h30, um povoado parado no tempo que fica a 4km de Sabará. Descansamos por 15min, tiramos algumas fotos da igrejinha e continuamos a caminhar, por entro muros construídos por escravos (foto). Perto das 9h45, um cadela vira-lata (que apelidamos de "Puera") passou a nos acompanhar para fugir de alguns cachorros maiores. O fato é que a companhia tornou a caminhada mais descontraída.

Depois de muitas subidas, sol forte, portões trancados e um inusitado teleférico de mina, avistamos a Fazendo dos Cristais, onde é necessário passar por dentro da propriedade particular do Sr. Walter. Nesse trecho seguimos por uma trilha (intransponível por carro), inclusive cruzando um riacho bem raso. Continuamos caminhando até às 14h quando, depois de passar por animais mortos e ruínas, chegamos a Raposos ainda acompanhados pela Puera.

Em Raposos, tentamos visitar a mina de Morro Velho (atualmente desativada), mas não conseguimos pois era necessário ter uma autorização prévia. Resolvemos então retornar para Sabará (não havia mais nada para fazer em Raposos) e para isso foi preciso ir para Belo Horizonte antes e de lá pegar outro ônibus para Sabará! Tivemos que nos despedir da Puera (que me deu “presentes de recordação”), que seguiu o ônibus enquanto pôde!

Igreja do ÓChegamos em Sabará às 15h45, ainda com tempo de ir conhecer a famosa Rua D. Pedro II, o Chafariz do Kaquende, a rica Igreja da Conceição e a singular Igreja do Ó (foto).

Voltamos para a Pousada às 18h, acabados! Às 20h, depois de um banho demorado e um cochilo, fomos novamente jantar no restaurante 314 Sabarabuçu. Ficamos pela rua até às 21h30, quando então voltamos para dormir.

DICA: Esse trecho da Estrada Real quase não tem sombras. Leve bastante água e não esqueça os óculos escuros, o protetor solar e um boné (ou um chapéu).

Quem estava:
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