quarta-feira, 8 de abril de 2009

(Peru) Dia 04: Chivay e o Cânion Colca

Acordamos às 3h20 para arrumar as últimas coisas e saímos do albergue as 4h, ainda à noite e com muito frio. Pegamos um ônibus fretado e nossos guias, Jean Carlos e Paula Diana, nos disseram que a viagem até Chivay duraria aproximadamente 4h, o que nos deu um grande incentivo para continuar dormindo.

Acordei às 7h, ainda no ônibus, e tive uma visões impressionante: pela janela via-se um vale mais profundo do que a vista alcançava, uma estrada sinuosa serpenteava pela encosta até sumir na névoa e, no alto, 2 vulcões imponentes cobertos com gelo eterno! Fiquei hipnotizado por um tempo e só não tirei fotos porque a janela do ônibus estava suja e embassada.

Cruz del CondorParamos em um posto de controle onde é preciso pagar para entrar no parque, e foi somente nesse momento que o efeito hipnotizante da paisagem cessou. Nesse momento uma senhora peruana entrou no ônibus vendendo empanadas e para mim, que estava faminto, resistir foi impossível. Aproveitamos também para sair no ônibus e tirar fotos na manhã gelada.

Continuamos a viagem de ônibus até às 8h30, quando chegamos ao mirante da Cruz Del Condor. Ficamos lá 1h, tiramos fotos da bela paisagem (foto) e dos condores que lá se exibiam! Depois seguimos por mais 1h até os limites de Cabanaconde, onde começaria nosso trekking pelo Cânion Colca.

Foram 3h de descida (de 3200m até 2150m de altitude) bastante inclinada pelas escarpas do vale até o Rio Colca. Embora a paisagem fosse fabulosa, o caminho com muitas pedras soltas e escadas irregulares, a inclinação acentuada e o sol implacável das altitudes elevadas cobraram seu preço. Chegamos à ponte sobre o Rio Colca esgotados.

Após um breve descanso e algumas bolachas para enganar a fome, cruzamos a ponte e continuamos pela outra escarpa. Seguimos por mais 1h, até chegar ao povoado de San Juan de Chucchu, onde almoçamos. Sopa, papas lisas, arroz, legumes e uma soneca de 15min, e já recomeçamos a caminhar.

MalataO percurso até o povoado de Malata durou 1h e foi ainda mais cansativo que o anterior. Lá visitamos um pequeno museu (foto) com objetos da cultura local e, por ser semana santa, nos ofereceram Chicha Blanca (bebida de milho), Tunas (fruta de cactos) e uma comida cerimonial. Sem muito tempo, recomeçamos a caminhada rumo ao oásis de Sangalle às 16h15.

O trecho não é o mais difícil, mas chegamos lá somente às 18h, acompanhados por uma leve chuva. Acomodamo-nos em nossa choupana, tomamos banho de águas termais, jantamos e rapidamente dormimos sabendo que no dia seguinte faríamos a parte mais difícil, a ascensão para retornar a Cabanaconde partindo dos 1050m. Ainda nos ofereceram a possibilidade de subir de mula mas dispensamos.

DICA: Leve comida e água! Nos povoados os preços são altos e no caminho nem sempre há coisas pra vender. Não há água potável disponível.

Quem estava:
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