sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

(Jordânia) Dia 21: Amanhecer em Wadi Rum

Acordamos às 6h, com o nascer do dia. Durante toda a noite ouvímos os lobos uivando e não conseguímos dormir direito. Salam (que não dormiu no acampamento) já estava de volta ao amanhecer e, enquanto tomávamos café da manhã e arrumávamos nossas coisas, ele preparava os animais.

Wadi RumÀs 8h30 subimos novamente nos camelos, que pelo barulho e desobediência pareciam menos dispostos que no dia anterior. Nós também estávamos mais cansados que no dia anterior, com pernas e bunda doloridos, ainda assim, retomamos a viagem enquanto o dia ainda não estava tão quente (nos trechos de sombra ainda fazia bastante frio).

Em 1h chegamos ao cânion de Siq Burrah (foto): uma longa e estreita rachadura na montanha que, durante as primeiras horas do dia fica tingida de laranja e vermelho. Ficamos pouco tempo, pois ao contrário de Jebel Khaz’ali, só é possível entrar poucos metros na fenda.

Às 10h, depois de passar por uma imensa duna de areia caminhando (os camelos afundavam na areia quando transportando carga nesse trecho), encontramos um cunhado de Salam passeando com seu filho de 7 anos pelo deserto. Fomos convidados para tomar um chá, enquanto conversávamos e os animais descansavam. O passeio em família se devia à folga semanal muçulmana (às 6ª-feiras), oportunidade para transmitir às gerações mais novas, no caso, ao sobrinho de Salam, os costumes beduínos.

Depois dos 20min que durou o chá, seguimos até as pinturas rupestres de Alameleh, no monte Umm al-Ishrin, onde podem ser vistos desenhos de homens, camelos e outros animais do deserto. Aproveitamos a parada e a sombra para almoçar cedo, às 11h30.

Continuamos para a atração final: os Sete Pilares da Sabedoria; a mais famosa formação de Wadi Rum, que recebeu esse nome após a publicação da obra homônima de 1926. Como essa montanha fica a poucos metros do centro de visitantes, em menos de 30min (às 13h30) já estávamos de volta ao vilarejo de onde partimos no dia anterior.

O táxi, que nos levou na ida e com quem já tinhamos combinado a volta, nos esperava na frente da Wadi Rum Adventures. Nos despedimos de Salam (dando uma gorjeta de JD30) para seguir nossa viagem para Wadi Musa (110km - JD35).

Por ser véspera de natal, achamos melhor reservar a acomodação antecipadamente. Com uma ligação do Omar (o motorista do taxi), reservamos uma noite no Sunset Hotel, que foi bem recomendado pelos turistas japoneses que conhecemos na noite anterior. Seguimos diretamente para lá, fizemos check in às 18h, tomamos banho e saímos para jantar.

Fomos ao Sandstone Restaurant, já que era o mais próximo, mas a comida estava péssima! Como a temperatura também não estava das mais agradáveis (5°C) e o cansaço era grande, resolvemos dormir cedo e com fome.

Foi mais difícil pegar no sono pela ansiedade pelo dia seguinte (o mais esperado da viagem inteira) do que pela fome. Acordar às 6h seria o menor dos problemas.

Informações Locais:
  • Omar Klaefat Taxi: Carro moderno e limpo. Omar fala inglês e espanhol - Tel: +962 777 632071.
  • Sandstone Restaurant: Tourist Street, Wadi Musa. Atendimento em inglês, italiano e espanhol. Comida ruim.
  • Sunset Hotel: Tourist Street, Wadi Musa - Tel: +962 3 2156950 - JD40/suíte - Café da manhã, internet, água quente 24h, calefação (velha), lavanderia e TV.
DICAS:
  • Ao agendar qualquer tour pelo Wadi Rum, exija um guia que fale bem inglês. Salam, embora muito prestativo, falava um inglês sofrível e perdemos detalhes relevantes dos lugares que visitamos por conta disso.
  • Incrivelmente, há pouquíssimos apoios naturais em Wadi Rum (a maioria é de areia compactada e quebra-se facilmente). Um tripé pequeno ou um Gorillapod são fundamentais para fotografar a pitoresca paisagem local.
  • Todos os acampamentos beduínos em Wadi Rum (há vários) também oferecem tours. Eles tem os melhores guias e possuem preços melhores que as agências do vilarejo e Aqaba. Combine tudo pela internet, com antecedência.

Quem estava:
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